28 agosto, 2013

Life, vida, vita, conformismo, revolution

 




A alta voz,... pensando?
     As vezes, a sociedade tenta conformar-nos, fingindo que somos mortos, apresenta-nos um caixão, rígido, tetro,...empurram-nos dentro buscando conformar-nos. Das duas uma: ou você se deforma, conformando-se, ou você se espreme, encolhe, acumula energia e,... BUM! Pede que, ao menos, façam um caixão que respeite tuas formas. Triste?
     Outra melhor: o mundo em que vivemos se assemelha a um baile em mascaras. Todo mundo sabe quem é todo mundo e finge de não saber. Dançam, se divertem, e ao fim do baile, voltam para casa, pensando que participou realmente a um baile de mascarados.
     Enfim, uma ultima: não somos nossas circunstancias; somos pessoas chamadas a serem amadas pelo que somos e não pelo que temos ou pelo que representamos. Somos desiguais no sentido que somos autênticos e é esta autenticidade que faz a diferença; rende o mundo mais colorido, as jornadas mais dinâmicas - cheias de surpresas - e cada ser humano, um constante convite à aventura, à descoberta, à tolerância, ao respeito, ao amor!
Assim, se a vida tem um segredo, ele é o de descobrimos o que somos e de abrir horizontes pois, se é verdade que somos desiguais,...no fundo,...somos muito semelhantes! 
Queremos dar e ter um colo onde pousar, queremos saber o que é amar, perdoar, encontrar, confraternizar,... 

     Queremos que esta hipócrita sociedade nos devolva nossa humanidade. E, se ela não nos devolver, nós a retomaremos na marra

     Pros meus parentes, amigos, aderentes e, infelizmente, absorventes (nao dá pra excluir ninguém, né!?).

19 agosto, 2013

Pausini, Strani amori, Renato Russo

    Strani amori

 E eu que sempre pensei que fosse uma música renatorussiana descobri que Strani amori é uma canção gravada e interpretada pela cantora italiana Laura Pausini, com a qual se classificou em 3º lugar na categoria Campioni do Festival de Sanremo, de 1994.
     A letra foi escrita por Cheope, Marco Marati e Francesco Tanini, e a música foi composta por Angelo Valsiglio e Roberto Buti.
     Strani amori foi inserida também no álbum Laura Pausini de 1995, em uma nova versão no The Best of Laura Pausini: E ritorno da te e em versão live no DVD Live 2001-2002 World Tour e nos álbuns ao vivo Live in Paris 05 e San Siro 2007.
     Amores extraños foi inserida também no álbum Lo Mejor de Laura Pausini: Volveré junto a ti em uma nova versão, em versão live no DVD Live 2001-2002 World Tour e nos álbuns ao vivo Laura Live World Tour 09 e Laura Live Gira Mundial 09.
     Em 1994 a cantora portorriquenha Olga Tañón regravou Amores extraños, que foi inserida em seu álbum Siente el amor.
     Em 1995 o cantor Renato Russo regravou Strani amori, que foi inserida em seu álbum Equilíbrio Distante. Em 2010, Laura Pausini regravou a canção mesclando-a com a versão de Renato Russo, realizando assim um dueto virtual que foi inserido no álbum em comemoração ao cantor, intitulado Duetos. 
     Pra ouvir, pensar, dançar, chorar,... Infeliz de quem nunca teve "adolescenciais" strani amori! Paz para Renato!

Verona, Arena, Pavarotti, Zeffirelli

Cem anos de lírica na Arena milenar
     


     
Este ano a cidade de Verona, no norte da Itália festeja particularmente seu mais famoso monumento: a Arena. Trata-se de um dos mais famosos anfiteatros da romanidade, ficando à sombra somente de um outro: o Colosseo, de Roma.
     A  Arena de Verona foi construída ainda no século I da era cristã, embora muito se polemize sobre a datação precisa. Tem quem diga que o período de construção vai dos séculos I a III, mas a decoração marmórea do monumento confirma que o uso de certos adereços nas esculturas presentes - como o caso de elmos com certas formas -  ligam- na ao período em que aquele tipo de adereço era mais usado; isto é, ao século I.
     Construído, como todos os anfiteatros para hospedar atividades lúdicas, o anfiteatro foi estábulo, mercado, quartel,... E somente em 1913 reconquistou seu status original, hospedando a primeira grande montagem de Aida, de Giuseppe Verdi.
     A partir dai a Arena foi sendo, cada vez mais, palco de grandes espetáculos, lugar predileto para a encenação das grandes obras-primas da lírica mundial. Hospedou ainda os grandes da música: de tenores como Pavarotti, Carreras e Plácido Domingos, ao grandes do Pop internacional como Ligabue, Madonna, só para citar alguns. 
     Este ano, o ano de seu centenário, o mais famoso anfiteatro do norte da Itália oferece uma programação invejável. Ao som lá lírica, com cenografias de grandes como o diretor cinematográfico, teatral e de opera, o senador Gian Franco Corsi Zeffirelli - o dos legendários Irmão sol, irmã lua e de Jesus de Nazaré -, que este ano levará à Arena sua monumental cenografia para Aida. Diga-se de passagem, cenografia digna de um faraó, monumental.

Praga, Chech Republic, truism, crônica, Praga, Republica Checa

A propósito de uma primeira viagem 
à República Checa



Para um homem vindo dos trópicos, confrontar-se com uma temperatura oscilando entorno a quinze graus abaixo de zero não fácil. Assim foi para mim aterrissar em Praga, capital da República Checa no mês de dezembro de 2005. "Un freddo cane", diria um italiano! Era a primeira vez que afrontava temperaturas tão baixas. Mas, era um frio seco, uma neve insistente e seca. Meu rosto pare ia congelar; minhas mãos, mesmo dentro de pesadas luvas, tornavam-se sempre mais insensíveis. Fez-me muita impressão quando, passando pelo controle alfandegário, estampou-se um belo sorrisos. Sorrisos quase ingênua e espontaneamente baiano. De fato, após perceber que tinha entre suas mãos um passaporte brasileiro, a senhora da alfândega sorriu-me enquanto dizia alguma frase em checo que concluiu com, Brazil, Brazil! Correspondi à sua simpatia e, enquanto me afastava fiquei imaginando quanto o meu passaporte possa ter nutrido a memória ou a imaginação daquela senhora: país tropical, o Cristo de braços abertos, as praias, uma aventura amorosa vivida,  o sonho de abandonar tudo e,... Quanto é potente o poder evocativo de certos símbolos!
    
Um ônibus, o metro de Praga, chegava ao centro da cidade, a neve implacável,... Caminho pelas ruas do centro com a sensação de encontrar-me em Pamplona, de inverno,... À portada de homem, Praga não tinha áreas de capital nacional; ao menos, para mim. 
     Cheguei no belo hotel, com recepcionista ítalo-falante. Um alivio. Um quarto maravilhoso, caladamente maravilhoso com seus vinte e dois graus, temperatura "ambiente" enquanto do outro lado da janela, admirava a neve que ia acumulando-se sobre os tetos, sobre as calcadas. 30, 40, 50 centímetros de neve. Percebi que meus olhos pareciam  brilhar como os daquela senhora da alfândega. A branca neve nutria minha memória de menino que assistia aos filmes americanos com neve, trenós, bonecos de neve, papai Noel,... Aquele passado era ali, diante de mim, materializado.  
    
Nos dias que sucederam, descobri que quando para de nevar a paisagem rapidamente muda, o branco da neve, dissolvendo-se, deixa uma trilha de sujeira, de neve misturada com terra, com poeira, o encanto durava quanto poderia durar a nevada. Depois, ficavam os danos: neve pra ser removida, sal pra dissolvê-lá, correntes nas rodas para que os carros sé movam,... A beleza da neve durava pouco!
     Praga tinha muitas outras belezas. As igrejas e as ruas e praças cheias de monumentos, o fabuloso relógio, as moradas de Kafka. Dei-me conta que, nunca houvera lido nenhuma obra de Frans. Se tia-me em culpa! Nos dias que permaneci por lá, pude visitar a Ponte Carlos, famoso monumento, imponente; visitei algum museu, o imponente castelo, São Venceslau, patrono nacional.
     Praga deu-me a oportunidade de assistir, pela primeira vez fui à ópera. Assisti Tosca. Seu final dramático devolvia-me a Roma. A procissão com o Corpo de Deus, o suicídio do Castel di Santangelo,... Depois de  quatro dias, era hora de voltar pra casa. Trouxe comigo a memória cheia de imagens, sons,... Meu armazém estava cheio, esperando o dia de voltar à terra de Kafka, talvez mais familiarizado com o seu mundo, depois de ter lido muito do que ele houvera escrito, descrevendo as glorias daquela grande nação.

18 agosto, 2013

Muḥammad Ḥosnī Sayyid Ibrāhīm Mubārak, comunemente conosciuto come Hosni Mubarak (arabo: محمد حسنى سيد إبراهيم مبارك, Muḥammad Ḥusni Sayyid Ibrāhīm Mubārak; Egypt, irmamdade musulmana, democracy, civil war,

Ḥosnī Mubārak e a paz no Egito
 

     Desde que derrubaram o mumificável Muḥammad Ḥosnī Sayyid Ibrāhīm Mubārak, comunemente conosciuto come Hosni Mubarak (arabo: محمد حسنى سيد إبراهيم مبارك, Muḥammad Ḥusni Sayyid Ibrāhīm Mubārak; Kafr el-Musilha, 4 maggio 1928), o Egito perdera sua aparente serenidade. Inserida numa via privilegiada entre ocidente e o Oriente, entre a África, a Ásia e a Europa, a nação egípcia foi desde seus primórdios cobiçada pelos potentes da terra; basta pensar ao tempo dos faraós e às fusões das coroas do Alto e Baixo Nilo, às lutas com os Nubianos; à estratégica paixão do Imperador romano pela prepotente e provinciana Cleopatra. No últimos séculos, à cobiça dos ingleses; e mais recentemente, à ganância dos políticos de inspiração muçulmana mais radical. 
     O Egito é estratégico desde sempre e todos sabem disso. Com Mulbarak conquistou uma aparente posição de líder árabe e de equilíbrio entre à inspiração religiosa e a necessidade de guiar-se pela pluralidade religiosa presente em seu território. Recordo-me que quando esteve nessas terras no ano de 2003 o guia local insistia em caracterizar a "fraterna colaboração" entre os lideres religiosos coptos e muçulmanos usando uma imagem tão plástica quanto falsa. Dizia: "vive-se em tamanha harmonia que muita vezes as igrejas contas e anglicanas são construídas ao lado das mesquitas e não raramente as chaves de um templo copto são custodiadas num templo do Islã". 
      Estive por lá 10 dias e nao visitamos nem um templo copto sequer. Estivemos na Mesquita Azul, mas tive que ouvir a longo uma pregação digna de um pentecostal sobre a origem, as prom essa e a doutrina do Islã. E recentemente, a destruição dos plurisseculares templos coptos bem confirmam a tese de que a precedente suportação da presença minoritária copta e anglicana, a depender da radical Irmandade Musulmana, está com seus dias contados.
     A destituição de Mulbarak rompeu o equilíbrio mantido pelos militares e abriu as portas para a manipulação da população que levou ao governo políticos inspirados na linha mais racial da configuração do Estado com as leis do Alcorão.
     Visto o fracasso, nestes últimos dias os militares tentaram reaver o poder e o resultado pelo momento é um e único: centenas de mortos com consequências não indiferentes da imagem egipciana no exterior e da redução quase que a zero do fluxo turísticos. Como se não bastasse, o caos instaurado tem facilitado o saque dos sítios arqueológicos e dos museus, empobrecendo ainda mais a sofrida terra e a cobiçada riqueza dos faraós.

14 agosto, 2013

Review-rivista-revista-journal periodico

 

A propósito de revistas

    

     De um tempo a estas partes tengo referido musito sobre o quanto realmente devemos pagar para mantermos-nos informados pois a forma da informação é carregada do peso imposto pelo comercio, pelo sucesso editorial, pelo retorno financeiro. Afinal, quem produz quer vender, pra vender, tem que divulgar, pra divulgar tem que pagar, pra pagar tem que gastar,... E ao fim acabo crendo que quem paga sou eu.
     Penso, por exemplo, aos jornais e revistas. Durante muito tempo pensei ingenuamente que a publicidade era aquela explicita, a de Dolce & Gabbana, a de Dior, a da Fiat,... Nada! É tudo publicidade; dos nomes dos jornalistas, dos entrevistados, de seus espetáculos, dos livros no prelo, daquela pesquisa i ilíada por aquela u universidade famosa - estatal ou privada -, até chegamos na política, com seus políticos em mostra, com suas políticas finalizadas a abocanhar um ninho eleitoral retrogrado ou transgressão.
    
E a propósito de governo e de empresa estatais: quando se gastas vendendo a imagem muitas vezes fictícia de um país que desmancha a ritmo avassalador. As cifras, a estes respeito, revelam que muito poderia-se fazer com o di jeito gasto na produção de uma imagem, por vezes maquiada ou completamente irreal. Vendo intervieras de atores, no melhor da historia,... estou com um espectáculo na casa tal, no teatro tal, com um livro sendo finalizado e que será editado pela editora tal,... Chega o momento em que cansamos e, deixando de lado os jornais e revistas impressos, acendemos o pc e, tá lá: vc foi fornecendo dados a cada pagina que visitou, a cada pequeníssimo questionário que respondeu e ao final, batem na tua cara aquela publicidade preparada a posta pra ti: como emagrecer em 1 mês, alguém quer ti conhecer em tal site,... 
     Não tem jeito! Ou fechamos os olhos pro mundo, ou estejamos dispostos a sermos bombardeados de informações em forma de "compre-me, afinal, você também é fim de tudo o que fazemos"! 
     Entendemos: você não, o teu tempo, o teu trabalho, o teu dinheiro. Ao fim e a cabo. Eu sou você. Eu também leio, escrevo, ouço, vejo, compro,... E assim a roda gira. 

21 luglio, 2013

Trayvon Martin - racism - razza - raça - Kyenge - Calderoli - Obama -


                    Trayvon Martin e outros racismos

   Foi necessário que Obama falasse para que os olhos do mundo se voltasse para um velho problema americano: o do racismo. O de um norte branco e purista e o de um south de tradição escravocrata, com suas big house que bem recordam as semelhanças e diferenças com as nossas velhacadas- grandes nordestinas.
   O afro-americano Barack Obama satélites que tentou manter a distancia e evitar possíveis interpretações na direção da assinalarão de conflitos entre os poderes democraticamente divididos e constituídos. Mas, uma coisa é certa: o autorevole presidente soube saber fazer a América parar e pensar a um velho problema americano. E o fez num modo pouco patético e muito realista. Diante da sentença de absolvição do assassino do jovem negro Trayvon Martin pro um vigilante branco, Obama evocou aquela latente suspeita de que o branco é sempre o mocinho da historia e, o negro, o bandido.
   Falou das contradições da América que soube eleger um negro presidente mas que ainda manifesta suas fobias quando encontra diante de si um negro. Não somente fobia, diga-se de passagem, mas um neto racismo. 
   Em uma longa e autobiográfica conferencia para os órgãos da impressa Obama recordou episódios de racismo sofridos e convocou a América para um momento de meditação. Clamorosamente mostrou com alguns casos o quanto os júris dos tribunais americanos possam ser ou não imparciais diante de um réu branco ou negro. Outrossim, prometeu rever as leis que deixam e rever estas lacunas do judiciários americano.
   Muitos anos atras, o nigrofilo Gilberto Freyre já dizia: a America tem muito o que ensinar-nos, mas seguramente, não em questões raciais. Passados tantos anos, pode-se ainda dar razão ao velho Freyre pois enquanto o americano Presidente não há outra arma que a convocação das consciências, na Itália, o vice-presidente do Senado, Calderoli, após ter comparado a ministra ítalo-congoles com um oragontango e sugerir que a política de integração racial fosse posta em prática pelo ministro no Congo, recebeu a reprovação de população, e das autoridades constituídas. Apenas explodiu a polemica, gerada num comício em seu curral eleitoral - a semi-fictícia Padania, parte do norte do território italiano - o parlamentar tentou camuflar a situação alegando ter o hábito de classificar seus amigos em função de suas semelhanças com o membros do reino animal. Como a coisa não funcionou e riscava a estabilidade do instável governo esquerdista e reformista de Gianni Letta, teve que ir em público pedir desculpas à população e à ministra Kembele; suscitando, mesmo assim, uma polemica sem precedentes.

   Infelizmente, neste específico caso italiano,  os atos de racismo não pararam por aí. Passada uma semana do infeliz pronunciamento do parlamentar. Ei- lá lá! A audaz ministra, no território que tanto ostiliza-a. Não deu outra: enquanto falava a uma assembléia, eis que um fanático - ainda anônimo - arremeteu naquela sala algumas bananas, numa clara re-evocação do episódio ocorrido na semana anterior. Desta fez os presentes reagiram repudiando a dupla covardia do anônimo racista. A ministra, da parte sua, soube alçar ainda mais sua bandeira e reprovou a ação com uma afirmação ao quanto menos rica de um duplo sentido. Por um lado recordou que em muitos países, os alimentos arremessados eram uma inteiro refeição. Por outro, com uma frase cortante, revogou a problemática econômica italiana e a necessidade de uma verdadeira metanoia para que se possa construir um país novo. Concluiu assim: e, basta sprechi! ( E, basta com os desperdícios!). Uma grande rainha da pele de ébano!
   Na fraterna França, a família Le Pen, foi punida com a quebra da imunidade parlamentar após a sucessivas investidas contra a população imigrata, sobretudo africana. Assim, descobre-se que o velho mostro do preconceito de cor ainda vive no inconsciente dos que se julgam civilizados. A lição de moral vem de onde menos esperamos, a tenacidade também!

12 luglio, 2013

Memory/democracy/liberté/egualité/ fraternité: A rebelião dos emergentes



A rebelião dos emergentes
 
Nasci num tempo em que pobre era pobre e todos os que não eram pobre, para mim, eram ricos. E por riqueza minha ingênua mente pueril entendia poder ir pra escola de carro, ter um emprego, poder ir de férias quando a escola dava férias,... 
Naquela época eu me já me dava por satisfeito se tivesse o que comer todo dia, em não ter que acender o fogão à lenha com madeira ainda verde, em ter o que vestir pra poder ir à missa ou à escola; em poder não ver meus irmão imigrarem para o eixo Rio-São Paulo, vivendo de favor na casa de algum parente.
Era, enfim, incompreensível, ao meu olhar pueril ter que mudar de casa de ano em ano, fazendo a mudança de noite, como quem se envergonha só deus sabe de que, carregando quase tudo nos braços – tudo é um exagero pois não tinha-se quase nada – e confiando à força de um muar os luxos da casa: a geladeira cônsul azul, o botijão da Brasilgás, o guarda-roupas.
O resto, os colchões despedaçados pelas mijadas, os lençóis e cobertas queimados pelo ferro elétrico a resistência, as caixas das roupas, as estantes feitas de latas de óleo e tabuas, a bateria de ferro que continha as panelas, a aleijada cristaleira – tinha três pernas de madeira pois a outra se perdera, pobrezinha – a radiola Sonata, a televisão a válvula iam nas mãos para reduzir as viagens de carroça e evitar dano nos eletrodomésticos.
Naqueles tempos, enfim, vivia-se de muitos “dar-se um jeito”. Dar um jeito na fome invadindo os pomares alheios, refugiando-se nas casas dos vizinhos mais remediados, indo dormir mais cedo para enganar a fome, repartindo milagrosamente o quase-nada que se tinha.
Dava-se um jeito na falta de trabalho e de dinheiro catando ossos e latas para vender, engraxando sapatos, dando faxinas nas casas alheias, indo catar café, fazendo unhas de porta em porta, prostituindo-se de todo modo pois a lei era a da sobrevivência.
Após uma década de luta e persistência em sobreviver e ascender, do trabalho duro, do êxodo para terras prometidas distantes, depois da aposta na educação, na instrução, a vida vai!
Vai deixando as migalhas do progresso: abandono da cadernetinha usada para registrar a fiado pela compra em cash, nos supermercados, poder fazer compras semanais driblando a inflação galopante dos final dos anos da penúltima década do século passado, o êxodo dos pequenos aglomerados urbanos para outros cada vez maiores: Iguaí, Poções, Jequié, Aracaju,... Cidades que revelam o quanto a busca de oportunidades de crescimento segue um movimento populacional muito característico das últimas décadas do século passado.
Permanece, assim, o fato que: alcançado o direito de sobreviver, a satisfação dos desejos básicos, a melhoria do país – graças ao sacrifício de muitos brasileiros – deve proporcionar aos seus cidadãos dias melhores, ulteriores oportunidades meritocraticas, diminuição progressiva dos privilégios aristocráticos, diminuição da corrupção.
Não são os países emergentes como o Brasil e a China, a Turquia e a Rússia que se rebelam contra as forças favoráveis à inércia; somos nos – João, Pedro, Paulo, Claudio – pessoas concretas que se rebelam. Já não basta comer, vestir. Trabalhou-se, sacrificou-se para obter estes bens básicos. Hoje desejamos comer bem, pagando o preço justo; vestir-se com dignidade; tem um trabalho pra poder viver dignamente e, não, viver pra trabalhar e enriquecer os patrões; o desejo de todos é o de poder andar pelas ruas sem viver com o terror de ser assaltado; ir à escola sabendo que o professor é motivado, com remuneração proporcional ao seu importante papel social; deseja-se uma nação mais democrática: liberdade, igualdade e fraternidade; ainda hoje, bandeiras revolucionarias.

Italy/Italia/Viterbo/history: o viterbese



Italia 1: o viterbese

 
Minha afinidade com a Itália vem de longe. Vem do início dos anos oitenta, quando ludicamente escutava as musicas italianas que compunham o LP Rock’s & baladas

Dentro de sua escandalosa capa – ainda vigorava a censura – com um casal sentado numa moto daquelas com o guidon e com o selim altos; ele, aparentemente nu, ela, somente de calcinha; abrigavam-se perolas da musica italiana influenciada pelo estilo melódico e ao mesmo tempo transgressivo do “rapazinho bonito e provinciano de Menphis”, que com sua face doce e seus movimentos epilépticamente convulsivo seduzia o mundo. Aquele disco, que servira de marco para meus contatos com a Itália trazia o frescor irreverente de Elvis Presley e Little Richard ao lado dos consagradas vozes de Gianni Morandi, Adriano Celentano, Peppino di Capri, Emilio Pericoli, Luciano Tajoli, Il santo Califórnia,... Feras dos anos 60-70, que chegavam no Brasil nos final dos anos 70. eram muitas as músicas e todas elas ficaram cravadas em minha mente: Roberta, In ginacchio da te, Io che non vivo, Al di la,... anos depois, com a magia de youtube pude redescobrir aquela capa fascinante e aquelas músicas que marcaram minha vida.
De fato, passadas quase três décadas de quando ouvi pela primeira vez estes monstros da musica italiana, vejo-me escutando-os nostalgicamente, e pensando o quanto a vida pode surpreender-nos. Quando cheguei em Roma – mas, revelarei os detalhes desta experiência numa outra ocasião – um dos primeiros lugares que conheci foi Viterbo, cidadezinha do Alto Lazio, Capital da homônima Província. Recém chegado em Roma, como calouro nos estudos da Teologia Católica, participei de uma excussão à Città dei Papi – cidade dos Papas – visitando os maiores monumentos dos tempos áureos dessa provinciana cidade.
Viterbo, terra de Santa Rosa de Viterbo, cidade medieval, com forte marcas de seu passado etrusco, com suas tumbas, seus museus, bem que exala aquele odor nostálgico de um tempo que não volta mais e que deve ser preservado. Tempos de glórias; tempos em que os etruscos avançavam seus domínios da Toscana ao Lazio; que os romanos construíam teatros – como o de Ferrento, malmente conservado –; que os Papas fincavam residência, vinham sepultados – o Papa português está sepultado na catedral,... Viterbo vive, nostalgicamente e zelosamente, de seu glorioso passado!
Hoje sinto-me de casa – literalmente –, pois posso permitir-me dizer que conheço muito de sua história, de sua geografia, de sua gente. Acabei apaixonando-me dessa província não tão distante de Roma e a dois passos da Toscana; cheira de parreiras e oliveiras, de gente simples e hospitaleira, lugar de ralax para os amantes do mar; de lagos, como o de Bolsena; da neve e das regiões montanhosas como as da vizinha toscana onde está situado o Monte Amiata; de águas termais, dos bons vinhos como o Est! Est!! Est!!!, de Montefiascone...Viterbo é uma joia encastoada na grande coroa da romanidade.
Enfim, este canto da Itália é rica de história, de lendas e mistérios. Pelas suas florestas viveram briganti como Tiburzi, um fenômeno social semelhante em muitas coisas com o cangaço de Lampião, Maria Bonita, Dada e Corisco. Sua história privilegia-se por custodiar a origem do termo Conclave – quando a população local, após mais de um ano de espera para a escolha do novo papa causada das discórdias entre as potentes famílias romanas que disputavam o Trono de Pedro, decidiu fechas a chave os eleitores, descobriram o teto de onde se reuniam e, enfim, colocaram-lhes “dieta” –; custodia ainda a trágica história da destruição da sede do Ducado de Castro pelas tropas pontifícias; custodia, para não fugir do tema, os palazzi onde o papa Borja eternizara sua fama de Don Juan; custodia, dentre tantas outras coisas, o lugar onde se dera o Milagre Eucarístico que originou a festa e a procissão de Corpus Christi. Viterbo é assim – roubo e aplico impropriamente a feliz expressão do soneto “Língua Portuguesa”, do poeta brasileiro Olavo Bilac (1865-1918) – a mais bela flor do Lácio.
Na verdade, pensando bem, devo dar razão a Bilac e concluir afirmando que, meu primeiro contato com a romanidade deu-se por meio de minha língua, derivada do Latim Vulgar falado no Lácio, esta “ultima flor do Lácio, inculta e bela”. Inculta pois falada originalmente por soldados, camponeses e pelas camadas populares; diferente do Latim Clássico, falado pelas classes superiores.Vale reler nosso grande poeta:

Soneto "Língua Portuguesa" de Olavo Bilac

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

22 giugno, 2013

Pour-parler - political, football and religion


Pour-parler
Cresci dentro de uma cultura cheia de tabus; uns reais, outros aparentes.




Dos tabus que circulavam minha vida dois marcaram-me muito: o do futebol como "religião" estatal e, o outro, o que era sustentado pela máxima "futebol, religião e política não se discute". Quebrei-os desde sempre, pois, primeiro, nunca admiti, por ser brasileiro, tivesse o dever de cultuar o futebol. Nunca. Rejeitei a necessidade de cultuar os "santos" regionais e os do eixo Rio-Sampa; e, quando me perguntavam por qual time eu "intercedia" sempre respondi que não tinha time do coração, nem timinho nem timão.
Fiquei fora das confrarias futebolísticas, fora das rodas dos entendidos no tema, ... Mas nunca apresentei-me sabedor de tais argumentos. Sempre repudiei o mundialmente difundido hábito de falar a despropósito, falar por falar, de falar por ter ouvido dizer, nunca fui do pour-parler; pois, sempre achei que ao invés do que se estabelecia como tabu, se poderia, sim, discutir sobre futebol, religião e política, pois acreditei que na discussão repousa a manifestação de um dos maiores desejos da humanidade: o desejo de encontrar a verdade. Hoje, aliás, acho extremamente deletéria a sustentação da validade de uma afirmação deste gênero. Não poder discutir sobre religião não pressupõe somente evitar divergências - como bonachonamente alguns podem querer interpretar - mas, na selva de espinhos e armadilhas do mercado religioso, supõe a relatividade de todas elas, nivelando a busca da verdade na possibilidade de vê-la dissolvida, ou, em pedaços, aqui e ali; supõe, ainda, a desnecessidade de avaliação da atuação ética e moral dessas instituições e de seus representantes, como se a sacralidade que reveste muitas delas justificasse o farisaísmo e a prepotência de alguns guias e a passividade e mansuetude como únicas possibilidade dos adeptos e fiéis de viverem conformes aos pressupostos da divindade justiceira que, um dia, desembainharia sua espada, se sentaria em seu trono e separaria os bons dos maus, "as ovelhas dos carneiros", o "joio do trigo".
Nesta mesma linha, nada se poderia indagar sobre o bem da polis, como se o mau-caratismo de um administrador tivesse o mesmo valor do homem público altruísta; ou, ingenuamente, como se descesse um "espírito santo" que durante o mandato guiasse os homens públicos aplainados os tortuosos caminhos que cortam a busca do bem de todos. Há muito tempo que penso - e ainda creio nisso - que uma legenda partidária não vale outra, que existem políticos e políticos; e, principalmente, que como já dissera o velho e bom filosofo Aristóteles, o poder não corrompe o homem, mas faz emergir o que ele realmente tem dentro de si.
Pour-parler, não! Pra falar com autoridade, é necessário ter conhecimento de causa. Penso que pra evitar os lugares-comuns ou o relativismo das ideias, se perseguimos a verdade, pra entrar num dialogo, antes de mais nada, é necessário saber do que se fala e com quem se dialogara. A este propósito, diante dos inúmeros protestos e reivindicações mostrados nos mass-medias, nestas últimas semanas, uma coisa me inquietava: os muitos que protestavam contra a PEC-37, sabiam do que realmente se tratava? Assim, pra poder dialogar documentei-me e fiz um post sobre a famosa PEC, pois pra dialogar sobre certos temas é necessários preparar-se. E, isto pelos seguintes motivos: para que não vejas teu esforço intelectual não passar de um verborreia, para que teu interlocutor não perca tempo, para que ao fim do diálogo, se esteja mais próximos da verdade, mais enriquecidos.
Enfim, e sobre o futebol? Os 10 a 0 entre a Espanha e o Thaiti são a imagem mais plásticas de que, podemos sim, discutir, argumentando, evitando o pour-paler, de coisas da nossa cultura, da nossa transcendência e na nossa mundanidade.

18 giugno, 2013

Vik Muniz - Campana brothers - Arte brasileira





Vik Muniz, os irmãos Campana e o valor das idéias 
 


Vik Munik ao lado de seu auto-retato
De uns anos pra cá se tem notado o despertar da valorização dos artistas contemporâneos brasileiros. Passadas décadas da modernidade importada e, por vezes, extravagante de nomes como Tarsila do Amaral e Vittorio Beheret - que fez-se registrar como brasileiro com o nome de Vítor Brecheret -, finalmente se sente em ambiente europeu novos nomes carregados de originalidade brasílica.
Stedelijk museum
Dentre eles, o maior, o mais "hosanado" é o di Vik Muniz. Com ele, emergem nomes como o dos irmãos Campana, metodicamente originários das periferias metropolitana e em estreito contato com as tradições culturais do povo brasileiro. Do uso genial do lixo - feito por Vik - à adaptação originalíssima de retalhos, cadeiras de plástico e outros materiais não somente deram um extraordinário valor agregado a produtos descartados ou de uso popular mas inspiram novas gerações a buscar no quotidiano, no tradicionalmente brasílico, o novo a ser promovido, mostrado, revisitado e descoberto por continentes como o europeus, cansado dos standards "made in Ikea", a maior rede de lojas sueca distribuidora de moveis do tipo "compre e monte sozinho".
Lendo recentemente uma entrevista dos irmãos Campana a uma revista italiana encontrei esta pérola: "os materiais adquirem valor com as ideias e a habilidade dos artesãos". Achei tanto elementar quanto genial pois revela o quanto pode ainda ser desvelado ao mundo estufo do mesmíssimo, a originalidade das pessoas ordinariamente comuns que usando ideias adaptaram às circunstancias tropicais os mais diversos materiais autóctones ou oriundos dos diversos contingente e continentes que aportaram no Brasil para constituir o novo mundo nos trópicos.
O que dizer dos maravilhosos quadros de Vik Muniz feitos a partir de materiais recolhidos no lição da cidade de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro? Das poltronas; ou do new look do Stedelijk museum, da Holanda, ou do café do Musée d'Orsay? Brasilieirisimamente originais!
O contato com a cultura popular bem que parece ter nutrido as ideias destes jovens e famosos artistas contemporâneos brasileiros.
 




15 giugno, 2013

Il Made in  Italy
Bersani insieme al ancien regime del PD riuscirono a realizzare un prodigio: a quase rottamare il rottamatore Renzi. Dico, badate bene: quasi! Finito il tentativo de governare in modo ingovernabile, hanno buttato giù un mostruoso piano "b", mettendo rattoppo nuovo nel vestito vecchio. Poverini: sembra che non conoscono la sapienza evangelica che insegna che finisce con un danno ancora maggiore. Sia la sinistra che la destra perseguono obbiettivi assai diversi. Allora, come governare insieme? Is impossible! 
Il Consiglio dei ministri hanno preparato un "pacchetto" di riforme che non fa altro che truccare la realtà dei fatti: nulla verrà fatto finché non ci sia il coraggio di proporre misure audaci che rappresenti o un reale cambiamento della triste situazione in cui viviamo. Basta pensare che, promettono meno potere all'Equitalia e fanno una proposta così timida che ci fa pensare che pur muovendo - pensiamo a Galileo - nulla si  muoverà affatto. Promettono multare gli uffici pubblici morosi. Ma, insomo, se il "pubblico" lo paghiamo noi. Chi pagherà le multe? Co vuol tanto per "indovinare" la risposta? Dalla promessa di cittadinanza "più facile" agli stranieri, siamo andati a finire in una proposta che non fa altro che introdurre tranelli in una legge così chiara, anche se rigida.... È così, via! Se non è il Cinque Stelle a rappresentarci, allora non ci rimane altro che rappresentarci a noi stessi per le vie delle nostre città e, come una volta hanno fatto ai cardinali a Viterbo, chiudere cum clave, i nostre rappresentati finché non si mettano d'accordo a fare qualcosa de vero, solido, reale per cambiare la situazione in cui viviamo. Allora: via il Conclave?

Confederations cup - Coppa delle Confederazioni - Copa das Confederações


Confederations cup - Coppa delle Confederazioni - Copa das Confederações


Daqui a pouco iniciara a "Copa das Confederações" e não poderíamos deixar passar desapercebido o preço pago pelos contribuintes, pelos que trabalharam manualmente para que fosse possível dizer: "tudo pronto! Começamos?".
O evento teve início em 2005 - mas foi inventando em 1992 pelo Rei da Arabia Saudita, nos moldes que conhecemos atualmente; e ao que parece representa uma prévia do que será a "copa mundial". Serve para testar estruturas e táticas; serve de vitrine para os atletas e técnicos; e, excepcionalmente, no caso tupiniquim, tem servido para aumentar a indignação em relação ao consolidado e mundialmente conhecido “jeitinho brasileiro” - aquele modo muito brasileiro de resolver tudo no ultimo momento - e que faz jus às críticas que tenho lido nos jornais italianos sobre esta sui generis capacidade brasileira de improvisar, de dar um jeito. Basta imaginar que dos 12 estádios que serão palco das partidas de 2014, somente seis estão "prontos". E, imaginem quais? Os que serão sedes da copa das confederações. O ex-jogador e atual parlamentar Romário já havia denunciado que no modo com que as reformas estavam sendo conduzidas iria ter mangia mangia - pra usar uma expressão infelizmente também muito conhecida dos italianos e que é sinônimo de corrupção, de come-come, de roubalheira. Faz- se um orçamento para as reforma dos estádios e do seu entorno e, como a proposital morosidade de desperdício de tempo e de dinheiro, correndo conta o tempo, consegue que o governo libere mais dinheiro. As obras programada passam a receber adicionais em função de seu caráter emergencial. E, assim, começa antes do tempo a festa da vitoria das empreiteiras, dos políticos. Em nosso nome o governo gasta e o lucro - ao menos por enquanto a e somente dos privados. 
Será que ao menos os jogadores da nossa Seleção saberão recompensar as dores, os danos e os sapos que temos que engolir vendo serem promovidos às nossa custas? Mais do que fomentar deste modo o sentimento de nacionalidade, esta situação tem fomentando em muitos de nós a indignação. As desprezado de aproximadamente 573 milhões de euros do Maracanã, 202 da arena pernambucana, 265 do Mineirão, 225 da Fonte Nova, os 198 do Castelão bem que podiam serem melhor investidos se vestidos honestamente sobrando, ainda muita verba pra infetar na saúde, na segurança e na educação. Um conselho: abra o olho presidente Dilma! Neymar daqui a pouco vai embora pra Espanha   E nos correremos o risco de amargar uma ulterior perda: a de não deixar em casa nenhum troféu. Nem o da honestidade, nem o da seriedade, nem o mundial; e, muito menos, o das Confederações. Já não nos basta pão e circo! Oxalá, não nos bastasse!

Ja não nos basta pão e circo! Oxalá, não nos bastasse!