17 giugno, 2021

Necrológio de um padre-pai

Oliveira, João Batista de. (Presbítero) Gararu, 4/6/1952 - Aracaju, 17/6/2021. Bispo ordenante: José Bezerra Coutinho (7/02/1910 - 7/11/2008). Incardinação: Diocese de Estância Percurso eclesial Foi frade franciscano residindo no Convento Santa Maria dos Anjos (Penedo) e no Convento de Santo Antônio (Sirinhaém).Teve como companheiro de convento, dentre outros, os padres Nivaldo Monte (Diocese de Estância) e Fernando Ávila. Posteriormente foi desligado da vida conventual - conforme o biografado, por indisciplina - e foi acolhido na Diocese de Nazaré da Mata; indo estudar no Instituto de Teologia do Recife (ITER), vindo a fazer parte da primeira fase do Seminário Regional do Nordeste (SERENE). Neste tempo, para custear seus estudos, trabalhou na Academia Santa Gertrudes, na secretaria da Escola em Olinda. Desejando ficar mais perto de seus pais, que estavam ficando idosos, solicitou a Dom José Brandão de Castro (24/05/1919 - 23/12/1999)que pudesse seguir estudando em Olinda. Solicitação formalmente aceita, após 2 anos de estudos, estava para ser desligado do ITER por inadimplência por parte daquela diocese. Com a mediação de amigos padres estancianos, foi acolhido na homônima diocese. Após a conclusão do ciclo acadêmico filosófico-teológico, passou por um tempo de convivência na cidade de Tomar do Geru, acompanhado pelo padre padre Arnaldo Matos da Conceição (8/7/1938 - 14/7/2011), então pároco de Itabaianinha e Tomar do Geru. Foi ordenando presbítero à sombra das centenárias palmeiras da praça adjacente à igreja jesuíta do Geru (24/01/1980), contanto com a presença de inumerosos sacerdotes franciscanos e diocesanos pernambucanos. Após breve período auxiliando padre Arnaldo, passou a ser vigário da catedral da Guadalupe, dando assistência também à comunidade da “Cidade nova” e à comunidades rurais que compunham aquela Sé. Desentendeu-se com um proprietário rural - por conta dos maus-tratos dispensados aos funcionários - recusou-se a celebrar a festa patronal da capela particular de propriedade deste fazendeiro. O bispo foi e celebroua missa festiva. Desiludido com a postura daquele bispo diocesano, com a ajuda de um padre estanciano que também se desvinculara da diocese, e que se encontrara em Aracaju, veio para esta Arquidiocese sendo, para sua própria surpresa, “afetuosamente acolhido” por dom Luciano José Cabral Duarte (21/01/1925 - 29/5/2018), que na ocasião lhe presenteara com uma linda cruz peitoral suástica em bronze. Em Aracaju exerceu seu ministério nas paróquias: Sagrada Família (Sol Nascente e Castelo Branco), Santa Luzia (Barra dos coqueiros), São Francisco (Jardim esperança e parque dos coqueiros), Nossa Senhora da Conceição (Mosqueiro) e Santo Antônio e Almas (Itabaiana), primeiro como vigário, depois como Capelão. Foi professor universitário, lecionou na "Faculdade de Formação de Professores de Penedo" e após após concurso público, ingressou no magistério secundário, lecionando no colégio Barão de Mauá (Aracaju). Costureiro, ofício que aprendera com os padres franciscanos alemães, por onde passou buscou implantar curso de corte e costura. Foi o responsável pela primeira reforma da Igreja Matriz de Barra dos coqueiros, concluída pela padre José Juarez dos Santos Lima (10/08/1964). Destacava se pela indignação diante das injustiças e não media palavras à hora de denunciá-las. Tenha a paciência dos bons confessores e o realismo dos bons conselheiros. Amigo fiel. Inspiração vocacional: São João Batista, o Seráfico, dom Helder Câmara. Mestres acadêmicos: Ivone Gebara, Eduardo Hoornaert, Clodovis Boff, Marcelo Pinto Carvalheira. Cenas de vida: 1. Digno de recordação foi o ato sarcástico com o qual sigilou sua desvinculação de uma das dioceses por onde passou. Para comunicar ao superior seu desligamento, redigiu o comunicado em carta de papel higiênico, registrado-a nos Correios. Nunca obteve resposta! 2. Após recusar celebrar missa de ação de graças por ocasião da reeleição do prefeito de Barra dos coqueiros, que mantinha os salários dos professores atrasados, foi removido daquele Curato por não permitir que outro sacerdote, indicado pelo Arcebispo, celebrasse em seu lugar. 3. Em 1991 contraiu uma enfermidade incurável que, para ele, foi o ponto de encontro com a transcendência pois lhe fez devotar o silêncio, a luta pela castidade, a simplicidade e o amor à pobreza; razão de sua voluntária e feliz reclusão na capela Senhora Sant’Ana (Itabaiana). Portador de comorbidades, foi acometido pelo vírus Covid-19, hospitalizado (22/05) veio a óbito em Aracaju, seu corpo repousa na capela Senhora Sant’Anna (Itabaiana).

28 aprile, 2021

O mito do mito da democracia racial

Chaval: Democracia racial

Desde que Oliveira Viana, Gilberto Freyre e outros pensadores da primeira metade do século XX começaram as buscar nuances de nossa cultura (miscigenação e sincretismo), foi si identificando pontos de contatos culturais que permitiram aflorar a ideia do “mito da democracia racial”. Na verdade, em nenhum momento, estes dois autores (por exemplo) descrevem o Brasil como um paraíso racial, basta ler Casa-grande & Senzala (Gilberto Freyre), para que se possa destronar o mito do mito da democracia racial no Brasil. Fora destes autores, cientista sociais como Florestan Fernandes, muito bem soube indicar, no sudeste brasileiro, em particular, as nuances do racismo brasileiro. A imagem do brasileiro como “homem cordial” (Sérgio Buarque de Holanda), foi camuflando o racismo tupiniquim e contribuindo para o surgimento da ideologia da “identidade nacional”. Somo sim, como povo, infelizmente e ainda: sexistas, racistas e regionalistas. E, quando estes dois elementos, o sexo e o regionalismo, sabrecai sobre o negro, ai a situação revela sua face escandalosa de um país que insiste em fingir ser igualitário para, assim, negar o debito, inclusive histórico, para com os negros e afrodescendentes, para com algumas regiões brasileiras e para com as mulheres. Em suma: o mito da democracia racial esconde a face mais perversa de nossa, enquanto nação, a da negação de que, desde o início do processo civilizatório, os africanos, como bem explica Laurentino Gomes, em sua obra, escravidão, entraram para fazer parte deste processo sem liberdade, desenraizados de sua terra e de sua cultura. O mito da democracia, finalizando, é a face mais horrenda – porque negacionista – das mazelas do nosso processo civilizatório. Cotas para concursos, universidades, são uma busca de reparo e o reconhecimento de um direito usurpado. Um país de democracia tão jovem e frágil, não pode se arvorar a ser uma democracia racial plurissecular.

23 aprile, 2017

Ciência Sociais em exercício ( A "Apresentação " do Livro)


Ludmilson Abritta Mendes
Universidade Federal de Sergipe

     Esta obra é uma coletânea de textos produzidos pelos acadêmicos de Introdução à Sociologia, disciplina ministrada por Claudio Dionizio Santos Rocha no Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição, Aracaju, Sergipe.
     Os textos constituem reflexões dos alunos, baseados nas publicações mais relevantes de grandes nomes da Sociologia, como Gilberto Freyre, Florestan Fernandes, dentre outros. Ao beberem destas fontes, eles analisam as relações sociais em diferentes regiões brasileiras, notadamente o Nordeste. Também estão presentes o impacto que o choque entre diferentes culturas exerce na formação da língua e nas manifestações folclóricas, o etnocentrismo e o problema racial, tema que, ainda hoje, comumente não é tratado ou debatido de maneira edificante.
     A abordagem, em alguns capítulos, nos traz conceitos e ideias de disciplinas afins à Sociologia, como a Psicologia e a Antropologia, que se articulam e bem auxiliam o entendimento da complexa relação do homem com a sociedade em que se insere. Os autores, além de reapresentar o olhar de pensadores como Freyre sobre o homem brasileiro e seu meio, frequentemente resgatam elementos de sua própria história, vivida nas pequenas cidades e povoados do interior, que reforçam o lado real, cotidiano do ambiente que analisam.
     Claudio Dionizio, todavia, não reúne ensaios definitivos sobre os temas apresentados. Em vez disso, nos oferece os frutos gerados no primeiro contato de seus alunos com a Sociologia e disciplinas coirmãs. Um registro de como se iniciou a caminhada desses jovens autores por algumas searas das Ciências Sociais.


Junho de 2016

20 marzo, 2015

Giornata Renatiana

     Si mise sul mio divano come chi addentrava in un confessionale: piena di voglia di vomitare suoi pensieri più nascosti, alleggerire il peso di suo esistere, ascoltare un "vai avanti", come si fosse una benedizione divina e,... Sparire nell'anonimato urbano, nel tram-tram di ogni giorno. Avevo davanti a me una donna combattente e allo stesso tempo molto combattuta. Innanzitutto, però, Sonia Braga era una donna fiera di se.

     Sedette davanti a me spogliandosi della corteccia che la circondava. cominciò ironizzando su se stessa con una delle quelle canzoni che intonava spesso: "Ogni giorno racconto la favola mia/la racconto ogni giorno, chiunque tu sia?/E mi vesto di sogno per darti se vuoi,/l'illusione di un bimbo che gioca agli eroi!...Dietro questa maschera, c'è un uomo e tu lo sai!/L'uomo di una strada che è la stessa che tu fai./E mi trucco perché la vita mia, non mi riconosca e vada via?/E mi vesto da re perché tu sia,tu sia il re di una notte di magia!!!... Forse torni bambino e una lacrima va sopra questo costume che a pelle mi sta!/Ed ogni volta nascerò./Ed ogni volta morirò./Per questa favola che è mia! ".
      Partendo da una canzone potè capire che quel serpente 'corale' si stava togliendosi sua pelle, chiedeva una coccola, supplicava una spalla amica. Se fossimo in Brasile, l'avrei detto: "cameriere, portaci una birra ghiacciata! Ecco il modo brasiliano di scogliere in giaccio tra due interlocutori! Ma eravamo li, sul marciapiede di quello stesso numero civico che lei ci teneva a dire che era casa sua; palco dei suoi amori, dei suoi sogni, della sua follia, dell'abbandono; perfino, preludio mancato di qualche scena di orrore come quella volta che lei aveva presenziato la quasi consumazione di un tradimento. Se qual coltello che lei presi in mano per penetrare quelle grasse carni che stavano per addentrare nel suo nido d'amore, oggi può darsi che si trovassi risiedendo al Rebbibia. "Lo sa solo Dio!",... Aveva ragione! Povera donna, non penso che si sia in grado di combaciare tanti sentimenti guardando ad un solo numero civico. In genere, ci sono nel nostro cuore, i luoghi dei bei ricordi, luoghi del cuore, luoghi dell'infinito, dell'amore, della nostalgia,... Per lei tutto si concentrava li, nello stesso posto, e finché non fosse fatta la pace tra i suoi contrastati sentimenti, resterebbe solo la certezza che non era più consigliabile soffermarsi li. In quello stesso luogo: curata, amata, desiderata, tradita, abbandonata. Sullo stesso letto, sulla stessa porta, varcarono e prenotarono i suoi sogni ed i suoi incubi. Ebbe! Sono stato io a suggerirla: andiamocene! Ti porterò dove i tuoi sentimenti troveranno pace, permettendoti riposare e farti sognare ancora.
     La mise su quella vecchia Punto blue, e dopo due ore di assoluto silezio, vide i suoi occhi brillare ancora. sulla sua pupilla apparirono come che dei raggi di sole. Rieccoci! Io e ella. Bel il grossetano! Dalle sue labbra usci la frase che tanto mi sarei aspettato: qui sognai e amai tante volte quante le volte sono quelle che un tassinaro romano dà per portare un turista al suo destino. Ecco mia spiritosa e ironica amica!

     Non, ti prego: mi porti al Parco dell'Ucellina? E quando mi domandò già eravamo li: prendimi del legno per far una capanna, per accendere il fuoco ed allontanare le volpi; tra poco, appena comincerà a calare il sole vedrai uccelli come il merlo, il verdone, la ghiandaia, e ovviamente rapaci come la polaia, il gufo selvatico e il gheppio. mia amica era cosi: faccia da scema, un pò prepotente, mezzo colta, avvolte silente... con lei era cosi: o mi ami o mi odi.
     Solo dopo il tramonto, dopo di aver fatto suo bagno, nuda come la Dea Iemanja, fece un pianto silente, guardò il cielo e diede inizio ad una altro di quei "inni renatiani": "Quante volte ho guardato al cielo ma il mio destino è cieco e non lo sa... che non c'è pietà, per chi non prega e si convincerà che non è solo una macchia scura...il cielo.../Quante volte avrei preso il volo ma le ali le ha bruciate già /la mia vanità e la presenza di chi è andato già rubandomi la libertà...il cielo... Quanti amori conquistano il cielo perle d'oro nell'immensità qualcuna cadrà, qualcuna invece il tempo vincerà finché avrà abbastanza stelle...il cielo...". E concluse la canzone dicendomi: solo lui sa cantare le miei gioie e le mie amarezze; lo amo! E da dove solo Dio lo sa, rubò un sorriso imitando l'anziano idolo: non dimenticatemi!
     Sbagliava spesso le lettere delle canzoni, ma ci faceva ridere proprio perché era convinta di averli cantati correttamente. Era proprio fiera di se.
     Ma, all'improvviso mi chiese: C'eri al "SeiZero" in Villa Borghese? Mentre mi domandava notai che i suoi occhi brillavano ancora più intensamente al punto di veder l'argentea luna che si specchiava sull'Argentario dentro di essi. Ero totalmente preso da quella scena, preso da un raptus. E mentre sentivo la sua voce, lontana dai miei orecchi ancora in estasi, ascoltai qualche commento sulla furbizia di Schiettino, quello della Costa Concordia; ed ho avuto delle certezze; tra queste, quella di che la notte sarebbe corta per contenere tutti i racconti di sua vita. D'altronde, eravamo li apposta. 

12 febbraio, 2015

"Il sognatore": dodici

    Era sempre un tema che faceva loro litigare; ed in genere aveva inizio sempre al giorno dopo. Infatti, passato suo compleanno, Pi aveva sempre qualcosa da dire sulla sua "festa": "ieri mi hanno chiamato esattamente a mezzanotte", volendo dire che lei  non aveva dato la giusta importanza al suo compleanno,... E nei momenti di guerra coniugale l'offesa  andava oltre: sei superficiale, i miei amici sanno quanto siano importante per me queste cose,... Infine, Sonia Braga aveva a che fare con un uomo così.
     Quel dodici febbraio lei si era svegliata con i noiosi argomenti provinciale italiano di Sanremo 2015: "Romina e Albano insieme sul palco dell'Ariston dopo tanti anni!"...   Come se non bastasse, sul suo profilo di Face è apparso il post "come sopravvivere da single a San Valentino". 

     Cazzo: tutto ciò induceva a pensar a lui ed a quel dodici tante volte trascorsi insieme a Londra, Praga, Parigi, Praias,... Quel giorno che prese il microfono sull'aereo, di ritorno da Parigi, per dirgli "tanti auguri",... Vide venir in mente un mare di ricordi ed far bagnar i suoi occhi in un fiume di lacrime.

   Era dura immaginare a quel dodici senza poter chiamarlo per dir "quanto ti amo", senza poter svegliarlo per far l'amore. Il suo desiderio era proprio quel di poter farlo, romanticamente, effusiva ed intensamente baciarlo e sognare ancora una volta agli anni ancora da trascorrere insieme. Povera mulatta!

    Indietro a quel soffio di speranza si consolava pensando che lui aveva il diritto di provar ad essere felice, pur sapendo che solo lei era capace di renderlo tale. Inoltre il suo silenzio in quel dì non voleva servire ad altro che risparmiare il misto tra rabbia e la delusione, quella voglia di spaccarli la testa e dirgli "credimi, sognami, amami" molto a la Nanini, a la Renato Zero o Tiziano Ferro. 

    Fermandosi mi chiese di trascrivere questi suoi sfoghi nella speranza che fossero letti da lui; mi chiesi di essere succinto perché quel dodici erano solo che degli atroci dolori. 
     Prima di lasciarmi sentenziò: "Pisè, Pi-si sta ancora sul campo, a combattere!" Non capì niente! Ma quelle parole lanciate al vento, strappandoli una lacrima ed un sorriso l'hanno spinta a parlare ancora: "ti prego, fermiamoci qui! Chi mi resi felice non può farmi adesso piangere. Finché c'è vita
c'è speranza! All'alba vincerò!!!!... Pur essendo così, auguri Pi!


Ps. Scrissi queste righe per lei, mentre aspettavamo la Mummy  italiana del prete amico. E si poteva leggere negli occhi suoi: "magari lui scendesse da quel aereo, ridendo con l'amica anziana e dicendo che lei era scema, visto che credeva sempre a tutte le cazzate che le venivano dette. Sarebbe un lieto fine,... Come tutte le storie d'amore. Un lieto fine,... Magari!

22 gennaio, 2015

Malinconia italica ( testo descrittivo)

   "Se a gente lembra só por lembrar/O amor que a gente um dia perdeu/Saudade inté que assim é bom/Pro cabra se convencer/Que é feliz sem saber/Pois não sofreu./Porém se a gente vive a sonhar/Com alguém que se deseja rever/Saudade, entonce, aí é ruim/Eu tiro isso por mim/Que vivo doido a sofrer./Ai quem me dera voltar/Pros braços do meu xodó/Saudade assim faz roer/E amarga qui nem jiló/Mas ninguém pode dizer/Que me viu triste a chorar/Saudade, o meu remédio é cantar." (L. Gonzaga/ H. Teixeira, Que nem Jiló, 1950).
    
     È la pura verità: "sono stato in viaggio, da turista, in una regione alla quale ho voluto chiamare di 'Spiaggia dei sogni', perché quello era un locale paradisiaco". Tanto è vero che, mentre tracciò queste righe, ancora la sto realizzando.
     Lontano di mia terra natia, staccato come  un neonato dopo la rottura del suo cordone ombelicale, sono arrivato a questa spiaggia. Appena ho calpestato la scricchiolante saggia, cominciai ad incrociarmi con tutto ciò che cercavo: "l'amico che ho persino lungo il 'camion di mia vita' e che non sono più riuscito a rintracciare - neanche con l'uso dei motori di ricerca quale il 'Google' o con il 'Facebook' -; il babbo che avevo perso e che non sono stato in grado neanche di consegnar.o alla terra perché mi trovavo in un altro esilio,... Mia madre già deceduta? Non ho potuto trovarla perché mi sembra che già risedesse in un'altra spiaggia; tanto bella quanto lo era lei: la Spiaggia del Cielo.
     Seduto sulla riva di quella Spiaggia, costantemente leccato dalle cristalline onde, ho salutato con un "ciao" ai miei umani amori che mi corrispondevanougualmente mentre le loro barche andavamo mare addentro: mio nostalgico cuore diceva: "ci vediamo, a presto!", le mie mani salutavano in forma di "addio" mentre che, mia voce, soffocata dentro me, provava, sussurrando, "a presto non!, neanche "addio", "resti ancora un po' qui con me. Resta qui!".
     Immagine bella, bellissima, mio guerriero "quasi angelico", con le sue quattro zampe, con un sorriso più che umano, veramente angelico, correva di qua è di la, come che volendo guidarmi per quella strada poco gradita a me. Con lo sguardo ho potuto dirgli "grazie Pise Airon' per avermi difeso e fatto compagnia quando più ho avuto bisogno. Se non ti fosse presentato in questo modo, ti vari detto: "sentimento umano quel tuo, dar la vita per me. Non vedo l'ora - pur non avendo fretta- di correre con te in questo meraviglioso giardino. Grazie per le tue cristiane preghiere. Bacio, 'recchio'!".
     "Todo lo que es bueno dura poquito"mi insegno un amico dei 'llanos' venezuelano. E, purtroppo era vero. Era arrivata mia ora. Il verde-smeraldo del mare mi scongiurava: "relax! Rilassati! Sai bene che potrai ritornare sempre qui! Ritornare qui quando ti andrà di venire; vedere, guardare e, magari anche accarezzare, stringere questi tuoi affetti persi, i tuoi enti mortalmente tagliati".
     Respirando in ritmo accelerato, seguendo il compasso cardiaco, ho potuto ascoltare ancora una ultima sentenza: "ti rassegni perché oggi in questa spiaggia in cui sei turista, visitante; qui, in questa stessa spiaggia, sei, molto spesso, visitato" Me ne andrai proprio così: malinconico ricercando consolo, abbandonandomi " in manus Tuas".

Ps. Questo fu il testo redatto nell'esame per il riconoscimento degli studi teologici realizzati in Italia è conclusi nell'anno 2003, a Roma. Locale di realizzazione,  la città di Fortaleza, estado di Ceará, nel di' 20 di febbraio di 2015, nella Facoltà Católica di Fortaleza. Voto:7,5.

02 settembre, 2014

Uma viagem no espace-time com Einstein

Em 1905, precisamente, Einstein publicou cinco artigos, um dos quais o levaria a ganhar o Prémio Nobel da Física em 1921 pela descoberta do Efeito Fotoelétrico.
Um dos artigos escritos no ano de 1905 foi o Movimento Browniano. Este movimento constitui uma certeza experimental da existência dos átomos. Antes deste artigo, os átomos eram considerados um conceito útil, mas a sua existência concreta era controversa.
Foi o físico Ernest Rutherford (1871-1937) que através das experiências realizadas, provou que o átomo tinha um núcleo central, em torno do qual rodavam os eléctrones. Com este movimento Einstein mostrou o movimento aleatório de partículas macroscópicas num fluido como consequência dos choques das moléculas do fluido nas partículas. Isto é, Einstein relacionou este movimento browniano com o comportamento dos átomos e deu aos cientistas um método de contagem dos átomos a partir de um microscópio vulgar.
No ano de 1905 o físico publicou, também, o artigo que o levou a ganhar o Prémio Nobel da Física em 1921, apesar de ter sido reconhecido apenas um ano depois, na medida em que, os físicos não apoiavam esta teoria. Muitos pensavam que as equações com os quanta de luz era impossível.
Com o Efeito Fotoelétrico, Einstein mostrou como é que os quanta de luz (os atuais fotões) poderiam ser utilizados para explicar fenómenos como o efeito fotoelétrico. Este efeito é a emissão de eléctrones através de um material, geralmente de metal, quando exposto a uma radiação eletromagnética – como a luz – e de uma frequência suficientemente alta. O efeito fotoelétrico pode ser observado quando a luz incide sobre a placa de metal, arranca da placa, literalmente, os eléctrones.
Esta sua descoberta teve grande importância para uma compreensão mais profunda da natureza da luz. É graças ao efeito fotoelétrico que é permitido o cinema falado, assim como a transmissão de imagens animadas, como na televisão.
Por último, Einstein publica no mesmo ano a Relatividade restrita. Para fundamentar a sua teoria, depois de determinadas experiências, o físico chegou a conclusão que a velocidade da luz é a mesma para todos os observadores. A passagem do tempo é sempre relativa ao observador e à sua velocidade. As dimensões dos objetos surgem, de facto, diferentes, consoante são medidas por um observador, imóvel ou em movimento, em relação aos próprios objetos.
Esta teoria da relatividade restrita permitiu que Einstein desenvolvesse a Teoria da Relatividade Geral. Enquanto na teoria da relatividade restrita Einstein refere-se ao ponto de vista do observador sobre o movimento dos objetos, nesta teoria o físico incidiu o seu estudo no movimento de um corpo num espaço-tempo.
Não existe movimento espacial sem movimento temporal. Isto é, no espaço-tempo não é possível a um corpo se mover nas dimensões espaciais sem se deslocar no tempo. Assim, podemos afirmar que no espaço-tempo estamos sempre em movimento. Na ideia que temos de “estar parado”, significa que encontramos uma forma de não nos deslocarmos na direção espacial, mas apenas no tempo.
Sabemos que a maior velocidade possível no Universo, para algo material, é a velocidade da luz. Por isso, com esta teoria da relatividade, Einstein cria no espaço-tempo duas teorias distintas: a região a que temos acesso – o tempo, e a região à qual não temos acesso imediato – o espaço. Por isso, quando estamos sentados no sofá a ler um livro, o movimento continua a estar presente – neste caso o movimento do tempo
.

Escopo da ciencia para Popper


Popper além de Filosofia, estudou Matemática, Física, Música e Psicologia. Dentre as obras é de salientar A Lógica da Pesquisa Científica (1935), obra que o celebrizou e na qual apresenta uma forte crítica ao critério da verificabilidade; Conjecturas e Refutações (1962) e Conhecimento Objetivo (1972).
O ponto de partida de sua filosofia da ciência é o problema da demarcação, pois considera importante diferenciar as verdadeiras teorias científicas de todas as outras teorias consideradas científicas. Assim, o "problema de demarcação o problema de estabelecer um critério que nos habilite a distinguir entre as ciências empíricas, de uma parte, e a Matemática e a Lógica, bem como os sistemas 'metafísicos', de outra" (Popper, A Lógica da Pesquisa Científica).
Consequentemente, existe a necessidade de criar um critério de cientificidade que demarque apropriadamente as teorias científicas das que não têm estatuto científico. Ele rejeita o critério da verificabilidade enquanto resposta para este problema. Este critério foi defendido pelos positivistas lógicos e consistia no seguinte: uma teoria é considerada científica se consiste em afirmações empiricamente verificáveis. O seu valor de verdade é estabelecido pela observação (método indutivo). Ele rejeita este critério porque pensa que não é possível estabelecer a verdade das leis da natureza através da observação. Assim, o critério positivista torna-se insatisfatório enquanto critério de cientificidade.
Assim sendo, propõe, então, o critério da falsificabilidade. Este é o seu critério de cientificidade: Uma teoria é falsificável se é possível mostrar que ela é falsa recorrendo à observação. Segundo Popper, as teorias científicas estão sempre abertas à possibilidade de refutação. Uma teoria genuinamente cientifica é aquela que pode ser testada pela experiência e que será refutada se os testes não lhe forem favoráveis. Como funciona este critério?
Para o colocar em prática, explica-nos como funciona o método das conjecturas e refutações. Ao contrário do método indutivista que partia da observação, afirma que os problemas são o ponto de partida da investigação científica. Quando um investigador observa o mundo, fá-lo de um modo seletivo, prestando atenção apenas ao que é relevante para resolver os problemas que motivam a sua investigação. É importante realçar que estes problemas surgem de teorias anteriormente aceites pelo investigador. Depois da observação, o investigador elabora teorias mediante um processo de criação de conjecturas, isto é, hipóteses sugestivas. Para Popper são conjecturas ousadas, pois têm um grau de falsificabilidade elevado.
Isto é, o que determina que uma teoria científica é de maior ou menor grau de falsificabilidade é o seu conteúdo empírico, isto é, a informação que a proposição nos dá sobre o mundo. Quanto mais é o grau de falsificabilidade de uma teoria, maior é o seu conteúdo empírico, mais informativa é. É desejável que uma teoria nos dê muita informação sobre o mundo da experiência, por isso é também desejável que uma teoria seja falsificável num grau elevado. Por fim, depois de a teoria ter sido elaborada é importante tentar refutá-la ou falsificá-la. Entra aqui o critério da falsificabilidade.
É preciso colocar as hipóteses à prova para ver se resistem às tentativas de refutação. Para isso é necessário produzir, a partir das hipóteses, previsões empíricas (através da observação e da experiência. Aqui a observação serve não para confirmar mas para refutar):
Se as previsões forem incorretas – a teoria é refutada. Se as previsões forem corretas? Tudo o que podemos dizer, segundo Popper é que, até ao momento a teoria não foi refutada, pelo que talvez seja verdadeira. Não podemos dizer que é confirmada pela experiência porque o autor pensa que as hipóteses científicas não admitem qualquer verificação empírica. Assim, uma teoria que superou todas as tentativas de refutação está corroborada pela experiência, significando que teve um bom desempenho no passado, mas que nada nos pode dizer sobre o futuro. Além disso, a corroboração não quer dizer que a investigação tenha chegado ao fim. A nova teoria suscita novos problemas, geralmente mais profundos, que requerem novas conjecturas e tentativas de refutação.
Para Popper, o escopo da ciência é encontrar teorias verdadeiras, apesar de defender que as teorias científicas são aquelas que podem ser falsificadas pela experiência. A ciência progride em direção á verdade por tentativa e erro, ou seja, pela formulação de teorias conjecturais e pela eliminação das teorias que são refutadas. Com as teorias corroboradas não podemos dizer que alcançamos a verdade, mas na medida em que as teorias científicas são descrições da realidade, ainda que imperfeitas, nós vamo-nos aproximando da verdade, obtendo uma imagem cada vez mais correta da realidade.

26 agosto, 2014

Filosofia da ciência - Resumo das aulas



Aulas 1 e 2 (Gedeão Lucas)
7/8/14


FILOSOFIA DA CIÊNCIA
Seguindo o pensamento heidggeriano, pode-se afirmar que a ciência estende o seu poderio para toda a terra, porém, ela não é capaz de voltar o seu olhar sobre si mesma.
A ciência vive de soluções dadas de forma sutis ao fenômeno, sempre por meio do mundo empírico, buscando uma boa teoria. É uma das grandes atividades da mente humana, porém, não consegue atingi-la em sua totalidade. Seu objeto é o existente ou o por existir. Tem como método o estudo lógico, sistemático e objetivo. Então, a ciência classifica, infere leis a partir da observação, da experimentação, sob a finalidade de tornar inteligível os aspectos do universo, bem como conferir ao homem o poder sobre a natureza.
Divide-se em:
a.  Ciência da natureza: física, química, biologia etc.
b.  Ciências formais: matemática, lógica etc.
c.   Ciências humanas: história, sociologia, psicologia etc.
Diferentemente dos métodos do conhecimento científico, o conhecimento vulgar é assistemático, acrítico, impreciso, autocontraditório. Em contrapartida, o conhecimento filosófico é sistemático, elucidativo, crítico e especulativo, a fim de estabelecer uma visão ampla e teorética do problema. Logo, pode-se dizer que a filosofia é conhecimento, mas nem todo conhecimento é filosofia.
EVOLUCIONISMO
Pode-se afirmar que existe duas concepções distintas de evolucionismo. A primeira fundamentando-se em Darwin, que defende a ideia de uma elaboração científica, com acumulação de experiência e observação limitadas ao campo biológico. A outra concepção, fundamenta-se em Spencer, na qual a ideia de evolucionismo é uma concepção geral da realidade, com aplicação do mundo natural, quase como algo histórico e social, de modo a fazer com que o homem se molde a partir das transformações que acontecem de forma natural e contínua, ficando conhecido como darwinismo social.
EPISTEMOLOGIA, UMA INTRODUÇÃO
Com o termo epistemologia se entende a reflexão filosófica na natureza e as condições e limites de validade do princípio, do método e dos resultados da ciência. O termo é usado como sinônimo da filosofia da ciência, porque embora esta última impressão, há um significado mais amplo que abarca o problema das relações entre a ciência e outras esferas da cultura, como política, religião, arte etc. O termo em francês e espanhol é usado como teoria da consciência, o conhecimento.
BIOÉTICA
O termo bioética hoje é utilizado como ética médica, não correspondendo, entretanto, com a difusão do termo biopolítico, mais conhecido dentro da comunidade científica.
A Teologia no começo da Idade Moderna
É marcada pelo início da difusão do saber que antes estava exclusivo no clero. Então há uma mudança de paradigma político – Monarquias Absolutistas ou Estados Nacionais. Surge uma unidade cultural na Europa, porém, deixa de ser uma unidade política, pois surge a Reforma Protestante, ocasionando em guerras religiosas.
Nesta mudança de mentalidade, o homem se torna protagonista de sua própria história, interferindo na teologia e na fé cristã, devido ao seu novo modo de pensar com risco de ideias anticristãs devido a ruptura com a fé cristã.
Concomitante a todos estes acontecimentos, há a expansão marítima, com a conquista e colonização de novas terras. Nisso, com a evolução mercantil, há enriquecimento cultural (conquistas geográficas).
Há a revolução e ascensão das ciências durante o Renascimento (séc. XVII), deixando de lado o modelo aristotélico, levando em consideração o físico-matemático.

Aulas 3 e 4 (Gedeão Lucas)
14/08/14
O conhecimento
De acordo com a Escola Austríaca, que insiste no pour-parler para se chegar ao conhecimento enquanto episteme, deve-se partir do “pré-conceito”, pois assim, se chega a um significado. Deve haver sempre o cuidado de analisar a afirmação que foi feita, a fim de não cristalizar o conhecimento, dogmatizando-o, pois o sensível é apenas um dos níveis para se chegar ao conhecimento, não sendo a única porta de acesso.
O conhecimento, embora não detido, pode ser alcançado, de modo a podermos montar a seguinte sequência: banalidade > doxa > episteme. As construções fúteis podem ser a primeira fase para a pré-compreensão das coisas e, consequentemente, o conhecimento científico se torna propedêutico ao conhecimento intelectivo. Este, por sua vez, não deve ser encarado simplesmente como se fosse algo capaz de arrebanhar seguidores para si, pois, isto é próprio daqueles que simplesmente informam as coisas.
Segundo o filósofo Pascal, existe um nível do conhecimento que não pertence ao mundo sensível. Para ele, a mente humana não é como uma folha de papel em branco que não carrega nem um tipo de conhecimento. Pascal segue a linha de pensamento agostiniana, neoplatonista.
Na esteira do conhecimento encontram-se aspectos próprios o caracterizam. O primeiro, chamado doxa, é um tipo de conhecimento que é relativo, podendo deixar lacunas no que diz, coisa que a episteme, segundo aspecto do conhecimento, não faz, pelo menos não pretende. Foi utilizada pelos sofistas para persuadir as pessoas, fato condenado por Platão. Já no século III a.C. e I a.C., com a tradução da Escritura Sagrada do hebraico para o grego, a palavra grega para glória é traduzida como doxa, sendo utilizada em todo o Novo Testamento.
Na filosofia clássica, Platão afirma que doxa é um conhecimento mediano do sensível. Está entre o conhecimento verdadeiro e o hiperurâneo. Não é somente opinião sobre o sensível, nem sobre a realidade invisível. É sair do conhecimento do senso comum para o conhecimento verdadeiro. Com isso, pode-se afirmar que a doxa é pressuposto para o conhecimento da ciência.
No que diz respeito à epistemologia, o conhecimento que se tem hoje não é igual ao conceito platônico. A ciência não tem a presunção de ditar a verdade, coisa que para Platão, a episteme era incumbida de indicar a forma mais completa e sistemática do saber.

Aulas 5 e 6 (Gedeão Lucas)
21/08/14

É costume nas universidades cristãs a prática de manter certos aspectos em relação à fé e, na história dos estudantes de Cambridge, renomada universidade, até certa época, mantinha o pensar cristão sob o olhar atento de três obras fundamentais de Paley[1], sendo a primeira Evidences of Chistinity, a segunda Moral Philosophy e a terceira Natural Theology. Tais obras influenciaram sobremaneira os cientistas do século XVIII, abrindo em seu tempo a ponte para a discussão entre fides et ratio.
Charles Darwin, aluno da supracitada universidade, filho de um casal protestante, ao ter contato com as referidas obras e feito observação em uma longa viagem que fez por várias partes do mundo, chega à conclusão que os valores cristãos que lhe foram passados não passavam de pura falácia. Passou a interpretar as Escrituras Sagradas à luz do que viu. Com isso, não chega a negar a existência de Deus, porém, modifica a relação que o divino tem na história, acontecendo uma releitura de sua ação. Então, a presença divina continua sendo criadora e providente, mas, não é determinante.
Após a viagem, e ao analisar os seus escritos, Charles Darwin resolve mostrar a sua descoberta a Wallace, seu professor e também pastor anglicano. Tal fato é comemorado pelos dois, pois, muito embora o seu professor nunca ter viajado e feito uma observação a fundo, também havia chegado as mesmas conclusões, só que nunca havia publicado aquilo que havia teorizado.
Há três dados marcantes em sua teoria:
a. Evolução do conceito de Deus – causa original; reposta ontológica;
b. Evolução dos seres – ao observar as Ilhas Galápagos, nota que existem diferentes espécies de aves, cada qual com um bico diferente, este, em função de seu alimento. Logo, havia uma conformação física de acordo com a necessidade. Daí, surge o que ele chama de seleção natural.
c. Evolução humana – é uma seleção por meio do sexo, onde, os homens, segundo Darwin, fazem sexo em busca da perpetuação da espécie. Enquanto que as mulheres buscam segurança.

A descoberta darwiniana é geradora de uma série de problemas, pois, foi mal interpretada. Segundo Spencer, a evolução natural e a sexual podem ser aplicadas a tudo, gerando um relativismo ético. Porém, foge do que anteriormente foi afirmado por Charles Darwin, que não cria uma lei, mas uma teoria da seleção e evolução natural das espécies.

Por fim, pode-se dizer que a afirmação de Darwin é científica porque parte da observação e comprovação. É também falseável porque podem existir casos que fujam daquilo que foi encontrado e observado em sua pesquisa.

______________________________
19/08/2014 (Messias Oliveira)


TEXTO FILOSOFIA DA CIÊNCIA (http://losservatoredellafinistraaltrui.blogspot.com.br/2014/08/filosofia-da-ciencia.html)


O texto, presente no blog acima citado, descreve a Filosofia da ciência da seguinte forma: é o campo da pesquisa filosófica que estuda os fundamentos, pressupostos e implicações filosóficas da ciência, incluindo as ciências naturais como física e biologia, e as ciências sociais, como psicologia e economia.
Levanta questões importantes para a investigação, assim como a ciência, tais como: O que? Como? Quando? Por que? Diferentemente das ciências, a filosofia questiona o por quê das coisas, problematizando e adentrando onde a ciência não alcança. A filosofia se distancia da ciência no quesito “fazer”, na aplicação prática; ela não busca aplicar na empiria as teorias discutidas. Suas discussões requerem reflexão, adentrando às fontes, às origens, ao ser.
A ciência aborda questões presentes na vida rotineira-material do homem; interfere em questões práticas, objetivas. Ela domina a TECHNÉ, abordando resultados palpáveis, cujo seus métodos buscam precisão e exatidão. Parte de uma hipótese para a verificação, através de teorias que resultam em uma lei. Isso quer dizer que a ciência cria hipótese, pesquisa e atua no seu contexto, na sociedade e no tipo de homem que interfere no meio em que vive – natureza, política, sociedades.
O construtivismo social trata dos aspectos sociais da ciência, o resultado na sociedade da atuação científica. Dar-se como a parte prática da ciência, criticando o diálogo entre os cientistas, e, focando sua atenção na objetividade.
Uma problemática se estabelece quando questionamos os limites da ciência; o momento em que se impõe uma delimitação permite a definição de sua área de atuação. Isso pode ser exemplificado com o caso da medicina, que por sua vez, não tenta explicar o homem como um todo, mas sim o estudo de suas partes específicas, com a observação e manutenção da saúde do corpo.

DUAS HIPÓTESE EXTREMAS: EVOLUCIONISMO ABSOLUTO E CRIACIONISMO CIENTÍFICO

O texto se refere a questões relacionadas às teorias evolucionista e criacionista; da hipótese de uma comunicação entre as duas vertentes de explicação da origem da vida. Duas vertentes radicais que imprimem limites quanto ao início e ao fim da vida.
O criacionismo científico atribui explicações científicas baseadas na bíblia e na tradição religiosa. Corrente surgida e desenvolvida nos Estados Unidos por protestantes e carregadas de tentativas de explicações que, se questionadas, chegam ao ponto de forjar provas, até mesmo materiais, de relatos bíblicos, alterando sua significação original.
Dois polos simples e objetivos são estabelecidos para a reflexão sobre a vida: o homem e globo (aqui entendido como a dimensão material). De um lado a religião, com a explicação sobre o homem; do outro, as ciências, a técnica. Se, por uma via, é arriscado apostar uma junção das duas vertentes, por outra, se configura também como um grande risco a generalização da explicação por uma única vertentes. A explicação darwiniana da evolução das espécies, aplicada aos animais, foi reinterpretada por Herbert Spenser e também aplicada ao homem na sociedade. Uma mudança evolutiva dos menos adaptados para os mais adaptados.
 
_____________________________
26/08/2014 (Messias Oliveira)
O professor faz uma introdução retomando o assunto da aula anterior acerca de duas vertentes sobre a origem da vida: criação e evolução.
As teorias científicas partem de um princípio em que o universo ainda está em expansão (modificação). Um desafio se estabelece em provar que todo o universo (corpos celestes) tenham se originalizado de uma pequena massa, como afirmara Steve Hopkins. Também, entre outras teorias, encontra-se uma insuficiência em explicar o que pode ser o princípio ordenador, harmonizador, organizador do universo. A ciência consegue alcançar até certo ponto a explicação científica para o surgimento do universo. O que vem depois?
O relato bíblico é pressuposto para o relato científico? Em que se apoia o relato bíblico da criação? Tradições culturais e/ou religiosas existentes defendem a origem do universo, partindo de um ser supremo, que tenha ordenado tudo; uma consciência superior dotada da capacidade de criação, de gerar vida.
A distância entre as tradições bíblicas, religiosas ou míticas que serve de base para a afirmação de uma inspiração divina que relata literalmente a criação da terra, pode não ser intencionada em fornecer explicações científicas, mas sim a influência divina na vida do homem, em contato com a natureza-tempo-universo. Nitidamente a racionalidade abordada na bíblia não segue uma razão cartesiana, por exemplo, não tem a intenção de provar cientificamente seus relatos e narrativas através de experimentos e comprovações metódicas. Não se pode negar que existem muitos relatos de cunho poéticos e o uso de parábolas para muitas explicações na bíblia, o que garante a impossibilidade de serem comprovados cientificamente, permanecendo à critério de interpretações à luz da divindade, considerando seu contexto e dentro da história ou narrativa na tradição religiosa.
A cautela científica permite a averiguação constante. Não é justo pôr à prova questões religiosas/míticas envolvendo fé e inspiração transcendente, cuja tentativa de comprovação torna-se inviável.
O objeto da filosofia é o pensável; o da teologia é o dado revelado; e o da ciência, é experimentável. Diante dos inúmeros questionamentos de que a filosofia e a teologia não podem ser comprovadas, é correto afirmar que elas estão também sujeitas ao rigor científico através da hermenêutica, com critérios e observância dos textos e fontes, resultando em estudos criteriosos e bem fundamentados.

_______

2/09/2014 (Messias Oliveira)

Apresentação e exposição. Continuação do tema “Senso comum e ciência” do livro Filosofia da Ciência - Introdução ao jogo e suas regras, cap. 2, de Rubem Alves (Editora Brasiliense, 1981), Apresentada por Jorane Fagner. O tema trata da desmistificação da figura do cientista, das diferenças entre crença e ciência presentes na vida das pessoas, em que o contraste visível entre ciência e senso comum não deve estabelecer hierarquia, separar os indivíduos entre os mais e menos inteligente, mas deve, sim, equipará-los como participantes de um mundo altamente interativo e pronto para mudanças e evoluções.

            Rubem Alves usa do recurso de retirar das situações rotineiras os exemplos existentes entre atitudes científicas e as típicas do senso comum, que podem drasticamente alterar o resultado da interferência no meio. A ação científica é motivada ante um modelo seguro. “É o defeito que faz a gente pensar” – a frase do autor estabelece uma importância acentuada na observação e identificação do problema, para que todo esforço seja feito para encontrar solução, que por sua vez, quando atingida, sinaliza uma superação do modo de ser e agir baseado nas sensações.

            Um pressuposto para o entendimento da realidade é contemplá-la e refletir seus problemas e interrogações com clareza. Esse esforço é característica de uma atitude científica, do fazer ciência a partir do meio. É ressaltada também a importância do uso de instrumentos e seu conhecimento para uma ação instrumentalizada.

            A elaboração de uma teoria apresenta seu resultado na averiguação de um comportamento ou elemento em sua repetição ou aplicação para que se verifique a reafirmação ou refutação, quando exposta à comunidade científica.  A teoria é a parte abstrata/ teórica da ciência, importante na problematização para a solução. Esta solução permite sair de onde se estar para onde se deseja ir.

O desconhecido é o desafio. A descoberta abre uma nova dimensão para a comprovação da teoria. Só se pode distanciar-se do senso comum a partir do momento em que o problema é estabelecido; o procedimento a ser tomado é o que pode diferenciar a ação do indivíduo; a eficiência e exatidão da escolha tomada vai depender da via escolhida por este indivíduo: senso comum ou ciência.
 
 
 
 

 
 



[1]

12 agosto, 2014

Introdução à Filosofia da Ciência



1. Pour parler
Dos tabus que circulavam minha vida dois marcaram-me muito: o do futebol como “religião” estatal e, o outro, o que era sustentado pela máxima “futebol, religião e política não se discute”. Quebrei-os desde sempre, pois nunca admiti que, por ser brasileiro, tivesse o dever de cultuar o futebol. Nunca! Rejeitei a necessidade de cultuar os “santos” regionais e os do eixo Rio-Sampa; e, quando me perguntavam por qual time eu “intercedia” sempre respondi que não tinha “time do coração”; nem timinho nem timão. Fiquei fora das confrarias futebolísticas, fora das rodas dos entendidos no tema, ... Mas nunca apresentei-me sabedor de tais argumentos. Sempre repudiei o mundialmente difundido hábito de falar a despropósito, falar por falar, de falar por ter ouvido dizer, nunca gostei do pour-parler pois sempre achei que ao invés do que se estabelecia como tabu, poder-se-ia, sim, discutir sobre futebol, religião e política, pois acreditei que na discussão repousa a manifestação de um dos maiores desejos da humanidade: o desejo de encontrar a verdade. Hoje, aliás, acho extremamente deletéria a sustentação da validade de uma afirmação deste gênero.
Não poder discutir sobre religião não pressupõe somente o rechaço das divergências – como bonachonamente alguns podem querer interpretar – mas, na selva de espinhos e armadilhas do mercado religioso, supõe a relatividade de todas elas, nivelando a busca da verdade na possibilidade de vê-la dissolvida, ou, em pedaços. Aqui e ali. Supõe, ainda, a desnecessidade de avaliação da atuação ética e moral dessas instituições e de seus representantes como se a sacralidade que reveste muitas delas justificasse o farisaísmo e a prepotência de alguns guias e a passividade e mansuetude como únicas possibilidade dos adeptos e fiéis de viverem conformes aos pressupostos da divindade justiceira que, um dia, desembainharia sua espada, se sentaria em seu trono e separaria os bons dos maus, “as ovelhas dos bodes” (Mt 25, 31-32), o “joio do trigo” (Mt 13, 24-30).
Nesta mesma linha, nada se poderia indagar sobre o bem da polis, como se o mau-caratismo de um administrador tivesse o mesmo valor do homem público altruísta; ou, ingenuamente, como se descesse um “espírito santo” que durante o mandato guiasse os homens públicos aplainando os tortuosos caminhos que cortam a busca do bem de todos. Há muito tempo que penso – e ainda creio nisso – que uma legenda partidária não vale outra, que existem políticos e políticos; e, principalmente, que como já dissera o velho e bom filósofo Aristóteles, o poder não corrompe o homem, mas faz emergir o que ele realmente tem dentro de si.
Pour-parler, não! Pra falar com autoridade, é necessário ter conhecimento de causa. Para evitar os lugares-comuns ou o relativismo das ideias, se perseguimos a verdade, pra entrar num dialogo, antes de mais nada, é necessário saber do que se fala e com quem se dialogara. E, isto, pelos seguintes motivos: para que não vejas teu esforço intelectual não passar de uma verborreia, para que teu interlocutor não perca tempo, para que ao fim do diálogo, se esteja mais próximos da verdade, mais enriquecidos.
Enfim, e sobre o futebol? Os 7 a 1 do show de bola entre a Alemanha e o Brasil, deste último Mundial são a imagem mais plásticas de que, podemos sim, discutir, argumentando, evitando o pour-paler, de coisas da nossa cultura, da nossa transcendência e na nossa mundanidade, passando da banalidade à doxa e, desta à episteme.
2. Doxa
Mesmo quando possa parecer duro o juízo sobre as discussões fúteis na quais por vezes nos enveredamos, o passo seguinte, da perda de tempo para a construção de uma pré-compreensão.
In economics, other social sciences and philosophy, analysis of social phenomena based on one's own opinion(s) is referred to as normative analysis (what ought to be), as opposed to positive analysis, which is based on scientific observation (what materially is or is empirically demonstrable).
Historically, the distinction of demonstrated knowledge and opinion was articulated by Ancient Greek philosophers. Today, Plato's analogy of the divided line is a well-known illustration of the distinction between knowledge and opinion, or knowledge and belief, in customary terminology of contemporary philosophy. Opinions can be persuasive, but only the assertions they are based on can be said to be true or false.
A doxa (δόξα) é opinião; isto é, o conhecimento relativo que não colhe a autentica verdade e que, logo, é fonte de erro. Neste sentido, contrapõe-se à episteme (έπίστήμη).
Utilizada pelos retóricos gregos como ferramenta para formação de argumentos através de opiniões comuns, a doxa foi utilizada pelos sofistas para persuadir as pessoas, levando Platão a condenar a democracia ateniense.
A palavra doxa ganhou novo sentido nos séculos III ac. e I ac quando, em Alexandria, traduziram as escrituras hebraicas para o grego. Nessa tradução das Escrituras, chamada Septuaginta, a palavra hebraica para glória (kabot) foi traduzida para o grego como doxa. Essa tradução das Escrituras Hebraicas foi utilizada pela Igreja primitiva, sendo constantemente citada e utilizada pelos redatores do Novo Testamento. Os efeitos desse novo significado de doxa como “glória” é evidenciado pela utilização da palavra em todos os lugares do Novo Testamento e nos serviços de adoração da Igreja Ortodoxa Grega, que reflete os costumes ou práticas mais do que a opinião pessoal.
Doxa na filosofia clássica. Platão costumava opor conhecimento à doxa, o que levou à clássica oposição de erro à verdade, cuja análise desde então se tornou um grande interesse na filosofia ocidental. Portanto, o erro é considerado no Ocidente como negatividade pura, a qual pode tomar várias formas, dentre elas a forma de ilusão. Desse modo, doxa pode ironicamente ser definida como a “falha do filósofo”. Na retórica clássica, ela é contrastada com episteme.
Platone [...] lo inserisce coerentemente nel proprio pensiero, facendo della ‘doxa’ la conoscenza sensibile, articolata in ‘είκασία’, immaginazione o conoscenza delle immagini sensibili, e, πίστις, credenza o conoscenza degli oggetti sensibili. facendo dell’essere sensibile un piano intermedio tra il vero essere – iperuranico (monde delle idee) – e il nulla, Platone considera la ‘doxa’ come una conoscenza mediana, che richiede però di essere confermata e trasformata in ‘episteme’ [Cf. Menone 97ss] (E. Vimercati, «Doxa», Enciclopedia filosofica, IV, Milano, Bompiani, 2006, 3096-3097).
Entretanto, Aristóteles (Metafisica, VII, 15, 1039b 31) utilizou o termo endoxa – crenças comumente sustentadas aceitas pelos sábios e pelos mais antigos e influentes retores – para reconhecimento das crenças da cidade. Endoxa é uma crença mais estável do que doxa, porque ela tem sido “testada” nos debates da pólis por algum interveniente. A utilização do termo endoxa pelo estagirita pode ser encontrada nas suas obras Tópica e Retórica.
3. Episteme
O termo grego έπίστήμη é normalmente traduzido, ao mesmo tempo, seja como “conhecimento” seja como “ciência”. Se partirmos de Platão, como foi dito acima, com este termo prentende-se indicar a forma mais completa e sistemática de saber. Mas, é importante ressaltar que, na linguagem hodierna, tais traduções não equivalem ao que comumente conhecemos como “ciência”, nem menos indica qualquer tipo de conhecimento. A mais antiga reflexão grega sobre o conhecimento assume para si como caso paradigmático, aquele no qual o objeto está diante da vista de quem o conhece: até que o objeto permaneça firme diante dos olhos do observador, ele é claramente conhecido. Todavia, tão logo ele sai daquele campo visível, já não esta mais sob seu controle. Daqui o problema de seu porvir, a qual possibilidade de conhecimento não é mais garantida. sob profunda influência de Parmênides, difunde-se a ideia de que somente daquilo que é imóvel e imutável si possa obter o verdadeiro conhecimento; enquanto que,  de tudo o que seja contingente ou, em qualquer modo, mutável,  pode-se, tão somente, ter uma opinião.
Se poi si accetta l’idea di Eraclito, secondo il quale tutta la realtà non è immobile ma in incessante flusso, la conclusione non è lo scetticismo, ma un relativismo come quello di Protagora: la conoscenza non è impossibile, ma dipende interamente dal punto di vista e dalla situazione del soggetto conoscente (P. Fait, «Episteme», Enciclopedia filosofica, IV, Milano, Bompiani, 2006, 3449-3450).
Plantão, dentro deste quadro problemático, busca definir a episteme. tudo aquilo que é, adequadamente, objeto de conhecimento não pode mudar no tempo logo, não pode ser nada do mundo sensivelmente perceptível. Ainda: para ele, a episteme não pode ser doxa, uma mera opinião, mesmo quando esta seja verdadeira. o objeto de opinião, de fato, é inconstante e, assim, tem que ser, de qualquer modo, “amarrado”.